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Você sabe o que é burnout?


Em 2018 houve um aumento de 114,8% no número de pessoas afastadas de seus trabalhos no Brasil, por causa da síndrome de burnout. Atualmente, 30% dos trabalhadores sofrem com esse quadro no país. Entenda do que se trata a síndrome e porque isso tem acontecido.




A palavra burnout, até alguns anos atrás, era muito pouco conhecida. Atualmente, escutamos falar sobre ela cada vez mais, por um motivo muito alarmante: o aumento do número de casos ao redor do mundo.


Mas afinal, o que é a síndrome de burnout?


Um outro nome também atribuído a essa condição clínica é síndrome do esgotamento profissional. Por tanto, trata-se de um quadro de grande exaustão, esgotamento físico e estresse que pode se manifestar em profissionais que realizam funções que demandam além do que é possível de ser realizado.


É comum que pessoas atuando em cargos que exigem muito contato interpessoal, lidam com muita responsabilidade ou trabalham sob elevada pressão sejam mais propensos a desenvolver a síndrome. Alguns exemplos são professores, médicos, profissionais da saúde, policiais, agentes penitenciários, entre outros.


Quais são os sintomas?


A síndrome de burnout se caracteriza por gerar sofrimento psíquico e consequentes danos físicos. Entre seus principais sintomas estão:


  • Sentimento de fracasso

  • Insegurança constante

  • Mudanças repentinas de humor

  • Cansaço excessivo

  • Dores musculares

  • Insônia

  • Dificuldade para se concentrar

  • Problemas gastrointestinais

  • Dores de cabeça


Qual o tratamento?


Antes de mais nada, para se ter certeza sobre o distúrbio, é preciso passar por uma avaliação com um psicólogo e/ou psiquiatra. O uso da escala Likert nessa avaliação, bem como a apuração da história pregressa do paciente, podem ajudar no diagnóstico.


O tratamento se baseia em psicoterapia. Essa, novamente, deve ser prescrita e oferecida por profissionais qualificados. Em casos mais sérios, caso haja comorbidade com outros quadros clínicos, como a depressão, medicamentos podem ser indicados. Mas cada situação precisa ser analisada minuciosamente.


Qual o papel das empresas?


Uma empresa que se considera um ambiente saudável para o trabalho, deve preocupar-se com a saúde mental de seus colaboradores. Alguém que está sempre estressado, preocupado e constantemente atarefado pode estar a beira de entrar em colapso.


Por isso é importante que sejam realizadas palestras conscientizadoras sobre o que é burnout, como identificar seus sintomas e todos os seus riscos.


Além disso, também é interessante que haja uma cultura de preocupação com o outro. Dessa forma, os colaboradores se sentirão incentivados a manter o bem estar de seus colegas de trabalho, demonstrando uma postura empática, que pode ajudar a rastrear problemas.


É possível ter burnout trabalhando em home office?


Por mais benéfico que trabalhar da nossa própria casa possa parecer em um primeiro momento, também existem vários desafios. As tarefas domésticas começam a aparecer no seu horário de trabalho, não existe alguém que te dirá que é hora de ir embora porque o expediente já acabou.


Esse fatores podem fazer com que se trabalhe mais, realizando menos pausas, o que pode gerar uma rotina bastante estressante. Por isso é importante realizar intervalos, estabelecer um horário de trabalho e um horário de descanso e desenvolver um cronograma que leve em consideração a realização de tarefas de casa.


Conclusão


Analise sempre como anda o seu estado de saúde mental e seus níveis de estresse. Busque ajuda sempre que necessário. Empresas preocupadas com seus colaboradores devem demonstrar apoio e compreensão com sua equipe.


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Texto escrito por Luísa Raad

Produtora de conteúdo da RH Jr.


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