Você é um líder empático? Descubra em 4 minutos

Tem-se falado muito sobre empatia nos últimos tempos. Porém, muitas vezes há uma confusão sobre do que de fato se trata essa habilidade interpessoal e como podemos colocá-la em prática.


De maneira geral, ser empático pode ser definido como: habilidade de colocar-se no lugar do outro. É uma forma de tentar entender o que alguém está vivenciando, buscando compreender a perspectiva dessa pessoa.


Parecer algo muito simples e fácil de ser executado, mas pode ser mais complexo do que se imagina. Se pensarmos no contexto corporativo, as coisas são ainda mais complicadas.


Muitas vezes vezes não conhecemos bem todos os outros colaboradores que trabalham conosco. Por essa falta de proximidade, pode ser mais difícil estabelecer algum laço que permita esse movimento de tentar entender o que o outro experienciou.


Quando pensamos em relações que tem algum nível de hierarquia, parece que o que era complexo fica ainda pior. Se os colaboradores não sentem que seu chefe possui qualquer tipo de empatia por sua vida ou por seus problemas, um abismo imenso se abre sobre eles.


Mas, como foi dito no início do texto, a adoção de uma postura empática é algo que tem sido extremamente valorizado, sobretudo no contexto empresarial e entre os líderes e sua equipe.


Se você chegou até esse ponto e percebeu que tem utilizado de técnicas de gestão que baseiam-se no distanciamento entre você e a equipe que está gerenciando, foca apenas no trabalho e ignora os outros aspectos da vida dessas pessoas, é hora de repensar suas estratégias.


Mas ser empático e, mais do que isso, exercer uma liderança empática, não é um dom, é algo que pode ser aprendido e desenvolvido. Por isso, separamos alguns motivos pelos quais você deveria se tornar um líder extremamente empático e algumas dicas de como implementar essas ações com a sua equipe. Confira a seguir.





Benefícios de uma liderança empática


Colaboradores mais motivados


Se o chefe demonstra empatia por sua equipe, surge um senso de que cada um tem importância. Mostra que todos são membros valiosos da empresa, que vivem vidas diferentes e tem as mais diversas reações para a mesma experiência.


Sabendo que são valorizados por seus líderes, os colaboradores naturalmente ficam mais motivados para executar suas tarefas. Afinal de contas, é muito mais provável que alguém queira contribuir com um lugar no qual suas demandas são entendidas e levadas em conta.


Surgimento de novas ideias


Um líder que entende sua equipe, torna-se alguém com uma boa escuta ativa. Assim, nasce um cenário no qual todos se sentem mais à vontade para fazer sugestões e propor novas ideias.


Dessa forma, os projetos da empresa podem lucrar muito, uma vez que novas perspectivas serão exploradas e algo que não havia sido pensado antes pode emergir.



Melhora do clima organizacional


O líder é, de uma certa forma, o representante da empresa para sua equipe. Por isso, quando adota a empatia em suas ações, está passando a mensagem de que todos os seus integrantes são valorizados pela companhia.


Dessa forma, é bem provável que o clima organizacional desse ambiente de trabalho seja muito bom. Sobretudo se essa for uma prática que não aconteça apenas verticalmente, mas também horizontalmente.




Como ser um líder empático?


Escuta ativa


O primeiro passo para começar uma liderança mais empática é exercer a escuta ativa. Isso significa que você precisa realmente escutar o que a sua equipe está lhe dizendo, atentando-se a tudo.


Essa é uma postura diferente de apenas ouvir alguém desabafando sem prestar muita atenção ao relato. Muitas vezes acabamos fazendo isso no dia a dia, mas essa atitude é muito problemática, sobretudo para quem quer demonstrar que se importa com seus colaboradores.


Por isso, quando algum membro da sua empresa vier lhe contar algo, ou você souber por meio de terceiros sobre alguma situação pela qual essa pessoa está passando, realmente atente-se a tudo, pense como seria viver isso, esforce-se para lembrar disso no futuro.


Assim, você deixa de ser um líder indiferente e cultiva uma gestão mais humanizada.



Ser empático não significa ser conivente


A empatia envolve a capacidade de se mostrar vulnerável. Quem está expondo um pouco da sua vida e quem está escutando essa situação ativamente iniciam uma conexão que envolve a apresentação de um lado mais frágil. E isso é ótimo e muito necessário.


Mas ser um gestor empático não significa tornar-se alguém que releva tudo. Ainda estamos falando do contexto empresarial, no qual existem regras e, apesar dos colaboradores serem valorizados e terem seus direitos assegurados, o objetivo final ainda é o lucro.


Por isso, entender, se sensibilizar e imaginar como sua equipe está se sentindo não significa alterar todo o seu planejamento para adequar-se a uma demanda extremamente particular.


É preciso identificar quando alguém está de fato compartilhando um problema e quando estão agindo de má fé. Além disso, é necessário adotar posturas sempre dentro do possível e praticável. Não ceder em todos os momentos não o torna um líder menos empático ou com menos consideração por sua equipe.


Diversidade na empresa


Convivendo e trabalhando em um ambiente com diversidade, no qual existe uma real representatividade de todas (ou da maioria) as parcelas da nossa população, é mais fácil entender e sentir empatia pela realidade do outro.


Por isso, se a sua empresa não tem programas ou projetos que trabalhem com esse aspecto, é urgente que comecem a pensar sobre isso.


Realização de palestras


Uma liderança mais empática irá florescer com muito mais facilidade em um ambiente no qual existe uma cultura de empatia. Assim, ela irá se tornar um valor para todos.


Dessa forma, as medidas baseadas nessa prática serão naturalmente mais aceitas, mas para que isso aconteça, é interessante pensar em algumas palestras. Assim, o conceito de empatia pode ser melhor definido, eliminando quaisquer dúvidas que possam existir. Além disso, os seus benefícios também podem ser enumerados.



Conclusão


O exercício de uma liderança inflexível, que não compartilha informações com sua equipe, é distante e inflexível, não faz mais sentido atualmente. Formas de gestão mais próximas e que buscam escutar e entender a todos são a forma mais efetiva de progredir.


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Texto escrito por Luísa Raad

Produtora de conteúdo da RH Jr.



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