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Os sintomas de uma empresa que não vai bem

O funcionamento de uma empresa é comparável ao funcionamento de um organismo humano vivo. Quando estamos com a saúde debilitada, recebemos alguns sinais fisiológicos que nos alertam sobre os riscos que corremos, muitas vezes manifestados sob a forma de sintomas corporais. A dor de cabeça, náusea, tontura, febre, fadiga, entre outros, são exemplos do que se é possível demonstrar de um quadro patológico como um transtorno de ansiedade generalizada ou das reações aos efeitos das invasões de agentes infecciosos como vírus e bactérias. Assim, também é uma corporação que demonstra no seu dia-a-dia, certas características que denunciam um diagnóstico maior de fracasso e comprometimento do funcionamento ideal estabelecido.



Acometidos por uma doença ou várias, perguntamos a nós mesmos: Por que isso aconteceu comigo? É algo que eu poderia ter evitado ou aconteceria independentemente da minha vontade? Elas nos fazem pensar profundamente sobre a nossa existência, sobre as consequências dos nossos comportamentos e da urgência de mudanças, afinal de contas, incomodam, tiram o sono, impedem a realização de tarefas e alcance de objetivos. Um organismo que não vai bem, corre o risco de morte; a empresa, da própria falência. Podemos indicar aqui alguns sintomas mais comuns que são variáveis a depender da cultura organizacional, mas sempre relevantes pela sua conjuntura:


1 - Colaboradores insatisfeitos e desmotivados: Isso se dá, majoritariamente. por uma não identificação com os serviços prestados à empresa. Vale lembrar também dos maus tratos, do assédio moral recorrente que vai minando a estima das pessoas e fazendo com que perca o interesse de fazer o seu melhor. As leis trabalhistas devem ser sempre respeitadas e as pessoas valorizadas como um compromisso de uma empresa que segue o modelo administrativo da nossa época, preocupada com a eficiência, mas também com desenvolvimento dos colaboradores.


2 - Balança negativa: No fechamento das contas, a empresa fica sempre no vermelho, evidenciando que os investimentos não têm o retorno esperado ou que os lucros obtidos são inexpressivos diante dos gastos com o pessoal, infraestrutura, tecnologia, etc.


3 - Perda de competitividade: O prejuízo nos negócios e a perda de credibilidade dos clientes pela queda da qualidade dos produtos/serviços vão pouco a pouco desestimulando o lugar da empresa no mercado de trabalho. A ineficiência abre espaço para outras empresas concorrentes, com estratégias melhores e mais eficazes, de ganharem o mercado e sobressair na venda dos seus produtos.


4 - Insatisfação dos clientes/público-alvo: A empresa não consegue suprir as necessidades dos clientes ou mesmo entendê-lo, o marketing e a comunicação estão comprometidos ou defasados e carecem de uma aproximação maior, mudanças de estratégia, aprimoramento técnico, etc.


5 - Quebra do relacionamento com investidores/patrocinadores: As empresas costumam estar inseridas em uma rede de colaboração e parceria. Pela perda de credibilidade e baixa de qualidade, podem perder esse apoio financeiro em detrimento dos fracassos e dos riscos de se investir em um negócio que não está dando certo. Menos capital, significa menores possibilidades de desenvolvimento interno e alcance de mercado.


As causas desses sintomas são frequentemente identificadas por uma pesquisa de clima organizacional e/ou diagnóstico organizacional. Observamos fatores comuns e mais recorrentes, como a falta de comunicação, relações interpessoais abusivas, lideranças negativas e autoritárias, imprudência dos colaboradores, não entendimento dos processos da empresa, desconhecimento de métodos de trabalho e organização, falta de gestão do conhecimento de processos passados ou esquecimento da “memória da empresa”. As causas são várias e as consequências são muitas, que como já sabemos, podem variar de um simples processo judicial de um empregado a uma falência geral da empresa que não consegue se manter no mercado e nem cuidar da relação com seus colaboradores.


Se estamos mal, procuramos um médico para estabelecermos um tratamento, ou mesmo, tomamos remédios para não agravar os sintomas. Mas o que deve fazer a empresa? Se deseja manter-se viva, deverá cuidar da sua saúde, procurando pelo auxílio de profissionais, como por exemplo, consultores de negócios ou recursos humanos, para que seja realizado um diagnóstico da “doença”. Uma empresa se mantém pelos negócios que estabelece, mas estes negócios não se fazem sem as pessoas e, sobretudo, sem uma administração adequada. Após sermos acometidos por uma patologia, nosso organismo “aprende”, registrando na memória de cada célula os dados sobre os agentes infecciosos, por exemplo, e a maneira de combatê-los. Temos um sistema imune que se encarrega das defesas do corpo.


Uma empresa que construiu um sistema imune, da mesma forma, aprendeu com os erros do passado, avaliou criteriosamente os fatores de risco e, mais do que remediar, se preveniu de tudo aquilo que a levasse do agravamento dos problemas corriqueiros aos mais complexos. Cabe agora nos perguntarmos no final: E ai, como está nossa saúde? Estou precisando de ajuda? Como posso melhorar se estiver doente? Essas perguntas sempre vão aparecer e os empresários haverão de adaptá-las ao contexto de seus negócios, nas suas limitações e possibilidades de mudança.


#gestaointerna

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