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Como a Comunicação Não-Violenta pode melhorar seu ambiente de trabalho

Atualizado: Jan 22


Um dos fatores mais importantes para que uma empresa tenha um ótimo desempenho são as boas relações interpessoais dos seus funcionários. E para que ela seja sempre mantida, é essencial que haja uma boa comunicação entre todos, algo que muitas vezes não ocorre. Quando não há um diálogo claro, surgem muitas brechas para mal-entendidos e, consequentemente, problemas de relacionamento, o que afeta as empresas nas mais diversas áreas. No entanto, existe uma prática bem simples que tem se tornado cada vez mais conhecida para solucionar esse tipo de conflito: a Comunicação Não-Violenta (CNV).



Esse método se baseia na empatia e na expressão clara dos problemas. Por isso, pode ser um valioso aliado para o seu negócio. Quer saber como implementá-lo? Damos o passo a passo a seguir:


O que é Comunicação Não-Violenta?


O método da CNV foi criado pelo psicólogo norte-americano Marshall B. Rosenberg nos anos 1960. O autor propõe que a Comunicação Não-Violenta seria um guia de como reformular a maneira pela qual nos expressamos e ouvimos os outros. Dentro do ambiente corporativo, essas práticas contribuem com a melhora do clima organizacional e, consequentemente, aumentam a produtividade.

Rosenberg define quatro passos para exercer a CNV, entenda como cada um pode ajudá-lo a melhorar seu ambiente de trabalho:


1. Observação


É preciso aprender a observar as situações sem realizar nenhuma avaliação ou julgamento. Isso pode ser muito difícil inicialmente, mas é extremamente benéfico. Funciona como um auxílio para analisar os acontecimentos pelo que eles são, sem deixar que as emoções entrem em cena nesse momento. Se, por exemplo, algum funcionário ou colega tem se atrasado para chegar no trabalho, você não deve dizer: “Você sempre se atrasa!”, em um tom enraivecido. Ao invés disso, pode falar em um tom calmo e ainda assim assertivo: “Na semana passada você se atrasou 4 vezes”. Assim, você está apenas descrevendo os fatos como eles realmente ocorreram, de maneira objetiva, sem a influência de como isso fez você se sentir.


2. Sentimentos


Nesse segundo momento é a hora de expressar como a situação observada fez você se sentir. Atenção! Agora você não deve dizer ao outro coisas como: “Eu sinto que você é muito irresponsável porque nunca me entrega os relatórios na data correta”. Isso na verdade é a sua opinião sobre o comportamento do sujeito, e não como o fato de ele não ter entregue relatórios fez você se sentir. Uma forma mais adequada de se expressar seria: “Quando você não me entrega os relatórios na data combinada, eu me sinto desapontado”. O desapontamento, assim como o medo, a raiva, a alegria e a tristeza, são emoções concretas que dizem respeito a você, e não ao outro.


3. Necessidades


Na terceira etapa você deve entender que deseja que outro haja de uma certa forma para suprir uma demanda sua. Por isso, é importante ter clareza sobre o que você precisa, evitando confusões na hora de se expressar. Nos exemplos acima, as reais necessidades da pessoa são que seu colega ou funcionário chegue no horário correto e não deixe de enviar os relatórios corretamente. Essas são necessidades que visam evitar o sentimento de desapontamento.


4. Pedido


No quarto e último momento você deve expressar tudo aquilo que formulou com a ajuda dos passos anteriores e, ao final, verbalizar um pedido claro para o outro, dizendo aquilo que você gostaria que ele fizesse. Um exemplo seria: “Você pode por favor chegar mais cedo no trabalho?”, ao invés de dizer “Você pode ser menos irresponsável com o lugar que paga seu salário?” Esse pedido não é claro, é agressivo, expressa impressões pessoais sobre a ação do outro e não expressa ações positivas, diz apenas o que o outro não deve fazer. Isso gera menos efetividade.


Se esses passos forem bem incorporados no seu ambiente de trabalho, com certeza os processos serão otimizados, haverá menos desentendimentos e desconforto para todos. Assim, os funcionários e colegas ficarão mais satisfeitos e felizes, se sentirão respeitados, ouvidos e importantes. Por fim, todos se engajarão mais com suas tarefas.

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Texto feito por Luísa Raad

Produtora de conteúdo da RH Jr.


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