A Síndrome do Impostor e seu impacto no desenvolvimento profissional

A Síndrome do Impostor é entendida como um conjunto de sentimentos, os quais fazem com que o indivíduo duvide da sua própria capacidade profissional e sinta-se uma fraude. Tais pessoas não compreendem que têm mérito por conseguir uma promoção ou por entregar bons resultados, mesmo quando esses frutos são claros para todos da equipe.




O que causa essa síndrome?


Existem vários fatores ligados à essa problemática, como traços de personalidade e contexto familiar. Outro ponto relevante é o contexto social, extremamente significativo para esse diagnóstico. Esse fenômeno se potencializa quando pessoas se encontram em cargos nos quais seu grupo social não é majoritário – como por exemplo, uma pessoa negra em cargo de liderança corporativa.


Nesse sentido, é importante reconhecer que a Síndrome do Impostor nem sempre é uma questão interna. Em muitas situações, são observadas minorias como negros, mulheres e LGBTQIA+ sendo menosprezadas e tendo oportunidades negadas em suas vidas profissionais por conta de viés e preconceito.


No que tange a isso, é muito importante que empresas ofereçam aos seus colaboradores um espaço seguro para que possam relatar casos de discriminação que presenciam no cotidiano como um canal de denúncias anônimo e aparato psicológico.


De que forma ela pode prejudicar o desenvolvimento de um profissional?


Alguém que esteja sofrendo com isso pode perder oportunidades de crescimento na carreira e também se isolar nas relações pessoais por se sentir inferior e incapaz de manter um relacionamento saudável. Estes são alguns pontos levantados:


1- Perda de Oportunidades


Por terem medo de assumirem novas responsabilidades e desafios, os indivíduos envolvidos perdem oportunidades, haja vista que não se acham merecedores, mas sim uma mentira. Isso acarreta em perda de promoções e cargos de liderança.


2- Síndrome de Burnout


Toda essa cobrança envolvida pode provocar um outro problema, a chamada Síndrome de Burnout, um tipo de esgotamento profissional que vem de um período prolongado de estresse.


3- Autossabotagem


Por medo de encarar novos desafios e fracassarem em algum momento, ou por serem julgados pelas pessoas que lhes rodeiam, esses trabalhadores não se manifestam, não discordam e não reivindicam direitos, de modo a se autossabotarem.


4- Esgotamento e Exaustão


A própria pressão exacerbada, bem como a preocupação constante, levam os profissionais a estarem sempre à beira de um esgotamento mental e da exaustão. Esse fator transpassa o meio colaborativo e atinge, também, a vida particular e as relações do envolvido.


Como mudar essa situação?


Agora com a identificação e reconhecimento do problema é possível uma abordagem para auxiliar em sua contraposição.


1- Questionamentos


Uma das principais estratégias para vencer a Síndrome do Impostor é identificar e refutar os pensamentos negativos circundantes. Técnicas da terapia cognitivo-comportamental podem ajudar a reestruturar esses pensamentos e substituí-los por outros mais saudáveis e funcionais.


2- Troca de experiências


O isolamento e individualismo podem tornar o sofrimento ainda maior. Apoiar-se em amigos e familiares é um fator de saúde que previne dificuldades emocionais. Assim, não deixe de conversar com pessoas próximas e discutir experiências pessoais e profissionais.


3- Autoconfiança


Seu sentimento de inadequação e incapacidade pode ser minimizado com o aumento da capacitação. Por isso, busque cursos gratuitos, experiências através do voluntariado e valorização das suas soft skills.


4- Ajuda Profissional


Ainda que todas essas dicas sejam importantes, muitas vezes não é possível controlar a síndrome sozinho. Sempre que julgar necessário, procure um profissional para ajudá-lo com isso. Fazer terapia com profissionais da área vai esclarecer muitas coisas e ajudar a construir estratégias de enfrentamento. Desenvolver o autoconhecimento, identificar obstáculos e planejar o futuro são formas de lutar. Um psicólogo pode ajudar muito nisso, além de construir com você algumas mudanças importantes na rotina seja na retomada do lazer ou da autoestima.


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Texto escrito por Amanda Rodrigues

Assessora de Comunicação da RH Jr.

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